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O começar de um novo ano...

Estava eu a “folear” as páginas da internet e derepente chamou-me a atenção uma pesquisa intitulada “O que você que ganhar de Natal?” no jornal O Nacional de Passo Fundo.
Na pesquisa haviam quatro opções para escolher. A opção 1, Paz, a 2, Saúde, a 3, Amor e a opção 4, Dinheiro. Qual não foi minha surpresa quando vou olhar os resultados e encontro em 1º lugar a opção saúde (43.36%), em segundo a opção paz (23.89%), em terceiro lugar a opção dinheiro (22.12%)e em ultimo lugar a opção amor (10.62%).
Parece critica a posição que chegamos, esquecemos o real sentido do natal que é a partilha e o amor e nos apegamos a um papai Noel que traz em seu saco dinheiro, planos de saúde, mas que esquece de trazer a união das famílias. Um papai Noel que no final da festa cobra com juros o uso do cartão de crédito, ou as prestações feitas para garantir as necessidades inecessitaveis.
Chegamos então ao final de mais um ano, e por fim mais uma crença surge como expressa na música:
Adeus, ano velho/ Feliz ano novo/ Que tudo se realize
No ano que vai nascer/ Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender
Esperamos agora que tudo o que foi ruim torne-se bom, que os problemas transformem-se em soluções, que o sal torne-se açúcar, que os pobres não existam, afinal tudo é festa. Oh doce ilusão! Oh falsa utopia! Se não houvesse o sal faltaria o sabor.
É preciso abrir os olhos e acordar. Se nossas ações não passarem de vontades, a contagem regressiva não vai trazer nada além de mais uma esperança de que os ricos fiquem mais ricos e os pobres fiquem mais pobres.
Vamos então tentar acreditar que em 2011 os gritos dos excluidos serão ouvidos. Quem em 2011 não haverá mais fome. Que ninguém mais será infeliz. Ou vamos juntos construir um mundo melhor, sem ganancia, dando direitos a todos.