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Devaneios...


O vento sopra calmo lá fora
Mal se percebe nas folhas das árvores balançando suavemente.
Uma folha se desprende e cai
A lua aparece calmamente detrás de uma nuvem
Um cachorro ao longe procura uiva chamando a atenção
Um passarinho sonha solitário em seu ninho
O mistério da escuridão da noite toma conta.

Um jovem lá dentro admira tudo isso
Olha o horizonte e vê apenas uma linha escura
Olha o longe e vê um rosto que tanto quer perto
Olha o céu e ouve o cachorro
Sente-se solitário como o passarinho

Mas a noite toma conta
A noite misteriosa
E dos olhos uma lágrima escorre
Para nos lábios que sentem o gosto amargo da saudade.

Aos poucos o cansaço também o domina
E deita-se o pobre jovem
Espera que amanhã seja outro dia
Espera que amanhã seja outro dia.

Distâncias que matam

Fecho os olhos e adormeço
Nos meus sonhos você está
O que eu faço agora
Que não posso te amar?

A lua vem e vai por detrás das nuvens
As estrelas brilham e saem como vaga-lumes
O vento sopra e vem o seu perfume
e eu não te vejo e morro de ciúmes.


Por que retornas?















Por que retornas?

Meu coração parecia calmo
Minhas feridas na alma cicatrizadas
Meus pesadelos adormecidos.

Por que retornas?

Meus sonhos já não eram você
Meus olhos já não te viam
Minhas mãos já não te buscavam

Por que retornas?

Poderia o silêncio imperar
Poderia o coração acalmar
Poderiam as cicatrizes curar
Poderiam os pesadelos sumirem
Poderiam os sonhos não terem rosto
Poderiam os olhos serem cegos
Poderiam as mãos não te encontrar

Ah, como tudo poderia,
menos você retornar.

Uma gotinha


















Uma gota de água que cai
É a chuva que lava e limpa
É a vida que brota
É a beleza desta natureza.

Uma gota de lágrima que rola
É a tristeza que dói no coração
É a saudade de quem longe está
É o anseio do encontro não marcado.

No olhar...











No olhar a distância que separa
A saudade de um tempo que se foi
O sonho de um futuro alegre.

No olhar um rosto que ilumina
Uma voz que ressoa
Uma estrela que brilha.

No olhar uma árvore
Um banco de praça
Um jardim de flores.

No olhar a beleza do caminho
A tristeza de uma lágrima caindo
A alegria do reecontro.